Indígenas

Com o desaparecimento dos Tupinambás, a comunidade indígena em Ubatuba hoje é representada por tribos que migraram para a região – de origem Tupi-Guarani e Guarani. Ao todo, são duas aldeias, que enfrentam sérios problemas para assegurar sua sobrevivência e o modo de vida tradicional.

A caça, que era uma das principais fontes de alimentação nas aldeias já não é tão abundante na região. Ao mesmo tempo, o contato com os juruá (não- índios), também introduziu nas tribos o consumo de alimentos industrializados e produtos como roupas e supérfluos. Para sobreviver de acordo com o novo modo de vida, os índios se tornam cada vez mais dependentes do dinheiro.

Um dos desafios prioritários aos povos indígenas é o desenvolvimento de alternativas para a geração de renda de forma sustentável, e que ao mesmo tempo, ajudem a preservar a tradição cultural nas aldeias.

A Aldeia Renascer Ywyty Guaçu foi fundada em 22 de setembro de 1999 por cinco famílias indígenas Tupi Guarani e Guarani. A ocupação foi comandada pelo Cacique Antonio da Silva, conhecido como Awá. Seu objetivo era reconquistar o espaço tradicional pertencente aos seus ancestrais.

Localizada aos pés do Pico do Corcovado, a Aldeia Renascer é considerada um atrativo turístico e cultural e possui hoje 15 famílias que ocupam 2.500 hectares de belas paisagens e rios de águas cristalinas. O local está aberto à visitação pública (é necessário agendamento prévio). A Aldeia possui ainda acesso à internet via satélite e uma escola, E.E.I. “Penha Mitãngwe Nimboea” – educação infantil e EJA (Educação de Jovens e Adultos), inclusive com aulas bilíngües.

Em 1999, o local onde hoje está localizada a Aldeia Renascer, era utilizado como espaço cênico-cinematográfico e foi palco do filme épico “Lá vem nossa comida pulando” – que retrata a história de aventura de Hans Staden ao registrar a vida dos índios do Brasil.

Fonte – Blog Aldeia Renascer

A Aldeia Boa Vista Tekoa Ñasdeva’e Yuy Marãeyre se formou em meados de 1960 por 3 famílias vindas da Aldeia de Rio Silveira. Com o firmamento dos indígenas no local, a demarcação de terra foi homologada em 1987, após o início do processo de reconhecimento e demarcação das terras indígenas do Estado de São Paulo.

Localizada no Sertão do Promirim, em área de Mata Atlântica, a aldeia é habitada pelo povo indígena Guarani onde hoje residem 43 famílias, totalizando 182 pessoas de acordo com o cacique Altino.

A terra da Aldeia Boa Vista, que ocupava uma área de 910,66 hectares, previamente demarcada pelo Decreto Presidencial N.º 94.220/87, foi recentemente expandida. Neste ano de 2013 a aldeia teve os seus estudos de identificação e delimitação aprovados pela Funai por meio do Despacho 529 de 22 de abril de 2013.

De acordo com a Funai, o processo de reidentificação da terra foi necessário uma vez que a área atual é insuficiente para garantir a reprodução física e cultural da comunidade. A nova área identificada soma 5.420 hectares e também deve ajudar na preservação da Mata Atlântica na região.

A Aldeia Boa Vista está preparada para receber turistas com o agendamento da visitação. A comunidade indígena produz e expõe seu artesanato na própria aldeia.

Mais informações:
http://www.cpisp.org.br/etnodesenvolvimento/html/aldeia.html
http://www.aldeiaboavista.org/

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