Peregrinação da Folia do Divino encerra neste final de semana

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Bairro da Figueira recebe a última apresentação do ano dos foliões

Foto: Felipe Scapino

Foto: Felipe Scapino

A peregrinação da Folia do Divino Espírito Santo encerra neste sábado, no bairro da Figueira, região oeste de Ubatuba. As visitações em casas, juntamente com os cantos religiosos, começam a partir das 8h.

A Folia do Divino vem se apresentando, encantando e emocionando os munícipes de Ubatuba. Toda essa manifestação cultural tem o apoio da Prefeitura Municipal e da Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba (FundArt).

O grupo de foliões deu início à peregrinação em março, percorrendo ao longo dos 6 meses, 42 bairros de norte a sul do município. A centenária e histórica Folia do Divino entoa os cantos e faz a alegria da população.

O mestre do grupo de Folia, Pedro Victor dos Santos, o conhecido “Pedrinho”, disse que a peregrinação, no decorrer das apresentações, foi um sucesso. Ele contou que todos tocam com amor e dedicação e as pessoas ao redor sentem a energia positiva.

“A Folia é de extrema importância para Ubatuba. É uma mistura de cultura local, devoção religiosa e o folclore. Tudo se encaixa. As pessoas ficam pedindo para que os foliões passem em suas casas. É importante mudar o cotidiano das pessoas e trazer mais esperança, mais graça”, afirmou Pedrinho.

História

Trazida pela Rainha Isabel de Portugal no século 17, a Festa do Divino Espírito Santo é uma das mais antigas manifestações religiosas do Brasil. Em Ubatuba, essa manifestação ocorre de Norte a Sul há mais de dois séculos, conforme relatos de antigos caiçaras.

No passado, até a década de 50, a Festa do Divino Espírito Santo era a mais respeitada e valorizada. As comunidades das praias e sertões se preparavam com antecedência para receber a Folia do Divino, que com seus foliões, visitava a casa dos devotos com suas violas, rabecas e caixa seguindo a bandeira sagrada.

Atualmente, a Folia é composta por pessoas de várias extremidades do município, como Almada, Ubatumirim, Promirim, Praia Vermelha e Itaguá. Filhos e netos de antigos foliões, essas pessoas levam consigo a arte e a cultura de um povo que resiste a tantas mudanças.

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